Crianças faltam às aulas após bullying
Falta de resposta por parte da direção da escola leva pais a tomarem medida extrema.
Roubos constantes, ameaças e agressões físicas violentas. Estas são as queixas de 13 alunos de uma turma do 1º ano da Escola Básica de Valença, que desde terça-feira não vão às aulas. Os encarregados de educação já comunicaram à direção do estabelecimento que, enquanto a situação não ficar resolvida, as crianças vão faltar.
"São três crianças problemáticas, já com oito anos, que não se conseguem adaptar e que aterrorizam o resto da turma. Os nossos filhos choram com medo de ir para a escola", explica o porta-voz dos encarregados de educação, João Paulo Fernandes. Tudo começou em setembro do ano passado. Há relatos de meninos - todos com seis anos - com nódoas negras em quase todo o corpo, e alguns que chegaram mesmo a ser ameaçados de morte.
"Uma criança até pediu à mãe para embrulhar as bolachas em papel de prata. Assim podia escondê-las mais facilmente e evitar ser roubada. As crianças até já têm de arranjar esquemas para sobreviverem, é surreal", diz ao Correio da Manhã uma das mães que não deixa o filho ir às aulas.
Desde dezembro que decorrem conversações entre encarregados de educação e a direção da escola. O CM tentou, sem sucesso, ouvir o agrupamento de escolas.
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