Deixou a GNR para ser padre

Fernando Lopes foi ontem ordenado diácono na igreja matriz de Samora Correia, Benavente, depois de há seis anos ter despido a farda da GNR para seguir uma vocação do sacerdócio. “Foi sem dúvida um dos momentos mais felizes e importantes da minha vida”, disse ao CM após a cerimónia, acrescentando que se sente “realizado” e inteiramente “preparado para uma vida feliz, dedicada ao serviço do Senhor, da Igreja e dos meus irmãos cristãos”.

28 de setembro de 2009 às 00:30
Deixou a GNR para ser padre Foto: João Nuno Pepino
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“Não vou sentir falta alguma da vida militar”, garante Fernando Lopes, de 31 anos, explicando que “aquilo que eu tinha de especial na GNR continuo a ter agora, ou seja, a amizade dos meus colegas. Se antes éramos uma família, hoje continuamos a sê-lo. E a prova disso é que estiveram aqui juntos comigo dezenas de amigos, que continuam comigo”.

Além da GNR, Fernando Lopes pôs também um ponto final num namoro de quatro anos, opção da qual também diz não estar arrependido. Depois de completar cinco anos da licenciatura em Teologia no seminário de Évora, Fernando Lopes chegou à ordenação diaconal numa cerimónia presidida pelo arcebispo de Évora, D. José Sanches Alves. O novo diácono, que não esconde o desejo de chegar a sacerdote e se prepara para defender a sua tese de mestrado na Universidade Católica, vai dar os primeiros passos nas paróquias de Alcácer do Sal, pertencente à arquidiocese de Évora.

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Na cerimónia, numa igreja repleta, foram notadas as lágrimas emocionadas da família. “As lágrimas no rosto da minha mãe eram de alegria, de amor e de carinho pelo seu filho, que iniciou a etapa mais importante da sua vida”, disse Fernando Lopes, que garante “ter chorado por dentro, com o coração”. “Não se cumpre só um grande sonho meu, mas também de toda a minha família.”

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