Demolições na Amadora deixam famílias sem casa

Moradores reclamam que só tiveram 30 minutos para retirar os bens das habitações.

04 de outubro de 2016 às 10:38
demolições, Amadora, famílias, casa Foto: Mariline Alves
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Foi pelas 07h00 da manhã de ontem que a PSP bateu à porta de 8 famílias no bairro 6 de maio, na Damaia, Amadora, e as informou de que tinham de sair. Em causa, estão as demolições ordenadas pela Câmara Municipal da Amadora, no âmbito do Programa Especial de Realojamento (PER). "Antigamente ainda colocavam papéis nas portas das casas para avisar que tínhamos entre 15 dias a 1 mês para abandonar a casa", afirma Fátima Silva, de 30 anos, que viu a casa onde morava ser demolida.

As pessoas tiveram meia hora para retirar os pertences antes que fosse tudo destruído. "Só conseguimos tirar as roupas", confessa Mozêr Almeida, de 24 anos, que ficou desalojado com a avó, de 72. A Habita – Associação pelo Direito à Habitação e à Cidade – procura agora ajudar a encontrar abrigos provisórios para os desalojados. Em declarações ao CM, Rita Silva, membro da direção da Habita, afirma que esta atitude do município revela "um total desrespeito pelos direitos humanos, uma vez que o Provedor de Justiça pediu à Câmara a suspensão das demolições e pediu ao Governo para encontrar alternativas para as pessoas que estavam fora do plano de realojamento".

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A Câmara Municipal da Amadora explicou ao CM que "não tem conhecimento de qualquer recomendação efetuada pelo Provedor de Justiça" e que as famílias "não aceitaram qualquer tipo de auxílio". Por isso, "a autarquia informou-as de que a qualquer momento a construção seria demolida". Para hoje está marcado um protesto dos desalojados, em conjunto com a Habita, no Ministério do Ambiente, pelas 10h00, à procura de soluções.

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