Demolições terminam até ao início do verão

Casas da ilha da Culatra vão abaixo depois de a obra ser adjudicada e após retirada do amianto expropriação.

04 de março de 2017 às 09:39
Sociedade Polis Litoral Ria Formosa, Farol, Hangares, José Pacheco, Culatra, Faro, Diogo Poeira, Polis, política Foto: Luis Forra
Sociedade Polis Litoral Ria Formosa, Farol, Hangares, José Pacheco, Culatra, Faro, Diogo Poeira, Polis, política Foto: Luis Forra

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O processo de demolições das habitações, consideradas ilegais, dos núcleos do Farol e dos Hangares, na ilha da Culatra, em Faro, deverá arrancar dentro de mês e meio e vai estar terminado antes de a época balnear começar. Falta apenas adjudicar a obra e retirar o amianto das habitações que foram marcadas durante os três dias de posse administrativa.

"Ainda não temos uma data específica para arrancar com as demolições, visto que ainda falta consignar a obra e tratar de alguns procedimentos ambientais, como tirar o amianto das edificações. Isso deverá demorar cerca de mês e meio", revelou ao CM José Pacheco, da Sociedade Polis Litoral Ria Formosa, assumindo que as demolições deverão estar concluídas, "com toda a certeza, antes de o verão começar".

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As 30 habitações do Farol e as 17 dos Hangares, que foram alvo de expropriação nos dias 22 e 23 de fevereiro e 2 de março, foram consideradas como não sendo de primeira habitação nem que pertencem a pescadores ou mariscadores, mas há pessoas neste quadro que foram afetadas pelos atos administrativos. "O meu pai, que era mariscador, já faleceu, mas a minha mãe ainda mora nesta casa", conta ao CM o ilhéu Diogo Poeira, que tem o caso em tribunal. A Polis diz que não estão a ser feitos "atropelos legais", mas revela que "há processos que estão nos tribunais que podem não ter efeitos suspensivos".

Entretanto, os ilhéus vão continuar a manifestar-se no decorrer das demolições.

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