Demolições avançam no ilhote do Coco

Uma dezena de moradores vão ter de procurar habitação fora do ilhote da ria Formosa

06 de janeiro de 2015 às 12:35
demolições, ilhote, Coco, rio Formosa, habitação Foto: Luís Costa
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Depois das primeiras intervenções nos ilhotes do Ramalhete, das Ratas e da Cobra, teve ontem início o processo de demolição de cerca de 40 construções no ilhote do Coco, no concelho de Olhão. Cerca de uma dezena de residentes receiam ficar sem sítio para viver quando as respetivas casas forem demolidas.

"Sinto-me revoltada porque vivo nesta ilha desde que tenho três dias de vida e agora querem- -nos deitar abaixo a casa e não têm um sítio para nos pôr", queixou-se ao CM Cláudia Fernandes, de 29 anos, que ali vive com o companheiro e duas filhas, de quatro e 11 anos. Também o marido, Carlos Fernandes, lamenta a situação. "Não sei o que hei de fazer porque não temos sítio para onde ir nem onde meter as coisas", explica Carlos.

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Sónia Santos, de 28 anos e mãe de dois filhos, é outra das moradoras que vai ter de procurar alojamento. "Quando nos disseram que iam deitar a casa abaixo, expus a situação à Câmara mas disseram-nos para alugar casa", explicou a mariscadora e viveirista, que ali reside há cinco anos com o companheiro e os filhos.

As intervenções no ilhote do Coco prosseguem hoje, com a conclusão da retirada dos telhados com amianto, seguindo-se as demolições.

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