Demolições na ria na mesa da AMAL
Autarcas discutem pedido de clarificação ao Governo.
As demolições nas ilhas-barreira da ria Formosa voltam a ser discutidas hoje em reunião da Comunidade Intermunicipal do Algarve (AMAL). Os 16 autarcas da região vão discutir uma moção para exigir ao ministro do Ambiente uma clarificação sobre o papel da Sociedade Polis Ria Formosa, cujo mandato foi renovado até final do ano de 2016.
Ao que o CM apurou, a moção considera que, apesar da mudança de governo, "existem sinais pouco tranquilizadores (...) relativamente à prossecução do programa de demolições", nomeadamente nos núcleos dos Hangares e Farol Nascente -áreas em que o edificado não está sujeito à ação direta do mar.
Por isso, a moção prevê "apresentar ao Governo um pedido de esclarecimento sobre o alcance das demolições" e pedir "uma avaliação dos instrumentos de gestão territorial sobre a ria Formosa"- particularmente o Plano de Ordenamento da Orla Costeira, que prevê a renaturalização das ilhas-barreira.
Caso a moção seja aceite, a AMAL vai ainda pedir ao Governo "a concessão a Faro dos núcleos habitacionais da ilha da Culatra, permitindo que o município administre aqueles territórios", tal como já acontece atualmente com Olhão relativamente à ilha da Armona.
Jorge Botelho, presidente da AMAL, confirmou ao CM que a moção vai ser discutida, mas não garante que vá ser votada. "Vai depender da discussão e dos autarcas", explicou.
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