Derrapagem de 13 milhões
O último troço do túnel do Marquês de Pombal, em Lisboa, foi ontem inaugurado. Ao todo foram gastos 32 milhões de euros. A saída do túnel para a avenida António Augusto Aguiar abriu nove anos depois do início das obras que sofreram uma derrapagem nas contas de 13 milhões de euros. <br/><br/>
A obra foi adjudicada, em 2003, por 18,7 milhões de euros. Contudo, entre Abril de 2004 e Janeiro de 2005 esteve parada na sequência de uma providência cautelar interposta pelo actual vereador José Sá Fernandes. A interrupção dos trabalhos encareceu a obra em seis milhões de euros. Os restantes sete milhões em excesso resultaram de imprevistos e de um reforço das medidas de segurança.
Na inauguração estiveram presentes o presidente da câmara, António Costa, e os ex-autarcas Pedro Santana Lopes e Carmona Rodrigues. "Seria injusto se não fosse assim", afirmou o presidente da câmara sobre a presença dos antecessores.
"É uma obra importante e de continuidade, na medida em que passou por três presidentes e chegou, felizmente, ao fim. Teve muita controvérsia, mas hoje não há ninguém que diga mal deste túnel", afirmou António Costa. Para Pedro Santana Lopes é tempo de celebrar: "Esta foi uma obra complexa desde o início, com interrupções, avanços e recuos. Hoje é dia de celebrar a conclusão desta obra colectiva, uma obra de Lisboa."
A obra arrancou em 2003 com Santana Lopes e devia estar concluída em Agosto de 2004. Abriu a 25 de Abril de 2007, com Carmona Rodrigues. Um mês após a conclusão circulavam no túnel 50 mil veículos por dia. A última saída, agora inaugurada, só foi possível realizar depois de António Costa pagar a dívida de 22,2 milhões de euros às construtoras Tâmega e CME.
Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?
Envie para geral@cmjornal.pt