Derrocada deixa 27 sem casa em Lisboa

Câmara estima três meses para obra queixas. Problemas denunciados há anos.

28 de fevereiro de 2017 às 08:55
Deslizamento de terras na Rua Damasceno Monteiro, em Lisboa Foto: Vítor Mota
Deslizamento de terras na Rua Damasceno Monteiro, em Lisboa Foto: Vítor Mota
Deslizamento de terras na Rua Damasceno Monteiro, em Lisboa Foto: Vítor Mota
Deslizamento de terras na Rua Damasceno Monteiro, em Lisboa Foto: Vítor Mota
Deslizamento de terras na Rua Damasceno Monteiro, em Lisboa Foto: Vítor Mota
Deslizamento de terras na Rua Damasceno Monteiro, em Lisboa Foto: Vítor Mota
Deslizamento de terras na Rua Damasceno Monteiro, em Lisboa Foto: Vítor Mota

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"Foi assustador, senti o prédio todo a abanar e pensei que era um tremor de terra ou a explosão de uma bomba. Vim à janela, vi a porta da garagem em cima de um carro, e percebi que era a derrocada do muro atrás do prédio, com a terra a entrar pelas garagens e casas." O relato de Helena Santana é repetido por vários moradores da rua Damasceno Monteiro, em Lisboa, que ontem foram surpreendidos, às 5h37, com a queda do muro nas traseiras de vários edifícios.

Quatro prédios, do número 104 ao 110, foram evacuados, e 27 pessoas retiradas de casa. Os habitantes de dois edifícios puderam regressar à tarde, com exceção dos moradores do rés do chão, já que o entulho invadiu os pisos térreos e garagens, e ao longo da manhã continuaram a acontecer aluimentos de menores dimensões. Pelo menos durante três meses não deverão poder regressar a casa.

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"Compreendemos a indignação, mas primeiro está em causa a segurança dos habitantes", admite o vereador da Câmara Municipal de Lisboa (CML), Carlos Castro, que garante que a Proteção Civil encontrou solução para todos os habitantes.

A derrocada não surpreendeu os moradores, depois de sucessivas queixas à autarquia. "Há anos que andamos a tentar perceber a quem pertence o muro, porque precisava de uma intervenção, mas a CML diz que é do condomínio [Vila da Graça, no bairro Estrela d’Oiro],e o condomínio diz que é da Câmara", confirma Helena Santana. "O muro é privado", defende o vereador, mas a prioridade da Câmara é "fazer a intervenção o mais rápido possível".

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Já em maio de 2010 uma derrocada na rua tinha destruído cinco casas e deixado 15 desalojados. Na altura já havia várias queixas.

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