DESABAMENTO DE TERRAS MATA OPERÁRIO

Um trabalhador da construção civil, de 46 anos, morreu ontem em Vale Pereira do Areal, Lousã, soterrado numa vala com quatro metros de profundidade. O acidente provocou ainda ferimentos noutro trabalhador, de 39 anos, que não corre risco de vida e foi transferido para os Hospitais da Universidade de Coimbra, com dores ao nível da coluna e pernas.

19 de novembro de 2004 às 00:00
DESABAMENTO DE TERRAS MATA OPERÁRIO Foto: João Henriques
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Carlos Loureiro, residente em Vila Nova de Ceira, ficou soterrado quando abateram as terras da obra destinada ao saneamento público e foi retirado, já cadáver, 55 minutos após o acidente.

José Santos, morador na Lousã, foi socorrido pelos restantes trabalhadores da empresa responsável pela obra, funcionários da Câmara Municipal e populares, que ajudaram os bombeiros a salvar o trabalhador.

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O acidente aconteceu pelas 15h30, quando os dois operários da construção civil se encontravam no fundo de uma vala com quatro metros de profundidade.

Um deslizamento de terras surpreendeu Carlos Loureiro e José Santos, que não tiveram tempo de abandonar o local onde procediam ao alinhamento do saneamento, acabando por ser “engolidos” pelas terras.

Quanto à possibilidade de a obra não estar a cumprir todas as regras de segurança, o comandante dos Bombeiros Municipais da Lousã, João Lopes, referiu que quando chegou ao local do acidente “não vi lá escoras nenhumas, mas pode ser que tenham sido tiradas antes de os bombeiros chegarem”.

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Os trabalhos de salvamento, segundo o comandante, foram dificultados pelo “terreno barrento que, quando deslizou, deve ter apertado o trabalhador que acabou por morrer”.

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