Deslocados de prédio em risco nas Caldas da Rainha já podem regressar a casa

Demolição controlada ficou concluída esta sexta-feira.

23 de março de 2018 às 18:58
Fachada lateral de edifício nas Caldas da Rainha ruiu Foto: Lusa
Fachada lateral de edifício nas Caldas da Rainha ruiu Foto: Lusa
Fachada lateral de edifício nas Caldas da Rainha ruiu Foto: Lusa
Fachada lateral de edifício nas Caldas da Rainha ruiu Foto: Lusa
Fachada lateral de edifício nas Caldas da Rainha ruiu Foto: Lusa

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A demolição controlada da parede de um prédio em risco de colapso, nas Caldas da Rainha, ficou concluída esta sexta-feira e a Proteção Civil autorizou o regresso a casa dos moradores, considerando estarem reunidas as condições de segurança.

"Procedemos a uma vistoria no interior das habitações e demos ordem para o regresso dos moradores em condições de segurança", disse esta sexta-feira à Lusa o responsável pela Proteção Civil na Câmara das Caldas da Rainha.

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Em causa estavam quatro famílias, num total de 13 pessoas, entre as quais quatro crianças, deslocadas desde o dia 11 de março, na sequência da queda do revestimento da empenha do edifício, com seis andares, dois de utilização comercial e quatro de habitação.

A queda do revestimento do prédio, na Rua Vitorino Fróis, deixou o edifício em "risco de colapso estrutural", explicou na altura Gui Caldas, após uma primeira avaliação que determinou não estarem "reunidas as condições de segurança" e a evacuação do imóvel.

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A Câmara das Caldas da Rainha, que assegurou a alimentação e alojamento das famílias, durante uma semana, numa residencial da cidade, deliberou entretanto notificar a administração do condomínio para efetuar a demolição controlada da parede exterior, para evitar risco de derrocada, mantendo apenas a parede interior das habitações.

A demolição, foi, entre terça-feira e hoje, levada a cabo "por uma empresa contratada pelo condomínio", tendo a Câmara, segundo Gui Caldas, "exigido a presença de um técnico responsável e a entrega de uma memória descritiva e justificativa do que ia ser feito".

A Câmara exigiu ainda "o encaminhamento dos detritos para empresa certificada" e "isentou a obra do pagamento de taxas", explicou o mesmo responsável.

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A queda do revestimento, em azulejo, e do bloco de tijolos que o suportava foi causada "pelo facto de não terem sido feitas obras de conservação e restauro no edifício", da responsabilidade do condomínio, segundo Gui Caldas, e "potenciada pelo mau tempo", embora essa não tenha sido a causa determinante.

Contactada pela Lusa a Loja do Condomínio, administradora do condomínio do prédio, confirmou que "os moradores voltam hoje às suas casas" e que "assim que as condições climatéricas o permitirem será feita a obra de reconstrução da parede" e a resolução dos problemas que levaram à queda do revestimento.

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