Detida em Ponte de Lima suspeita de burlar homens em centenas de milhares de euros

Mulher instalava-se na casa das vítimas, fazendo vida conjugal durante algumas semanas, referem as autoridades.

Atualizado a 26 de fevereiro de 2026 às 20:24
Foto: Sérgio Lemos
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A Polícia Judiciária (PJ) deteve, em Ponte de Lima, a presumível autora de crime de burla qualificada e falsificação de documento, ocorridos em outubro de 2025, com vantagens financeiras de centenas de milhares de euros, foi esta quinta-feira divulgado.

Em comunicado, a PJ de Braga revelou que a mulher, "de 57 anos, que já cumpriu pena de prisão por crimes da mesma natureza" utilizava "as redes sociais", desenvolvendo "um esquema em que mantinha relações afetivas com homens de idade avançada, sem nunca revelar a sua verdadeira identidade".

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Detida em Ponte de Lima, no distrito de Viana do Castelo, a mulher "descrevia-se como uma mulher de elevado estrato social, com a profissão de arquiteta e exibia aparentes sinais exteriores de riqueza".

"A mulher acabava por iniciar conversa nas redes sociais e, depois, convencia as vítimas para se encontrarem pessoalmente, sobretudo na zona do Porto, onde residia. Após alguns contactos e promovendo aproximação afetiva, instalava-se na casa das vítimas, fazendo vida conjugal durante algumas semanas", esclarece a PJ.

Segundo a PJ, a mulher conquistava a confiança das vítimas, "referia desenvolver a sua atividade profissional no ramo imobiliário, e ter conhecimentos em Lisboa, a partir dos quais, com a aquisição de imóveis, poderiam obter lucros, recorrendo a documentos falsos".

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Para "o efeito, as vítimas teriam de levantar dinheiro, por forma a realizar a transação dos imóveis", sendo que "uma vez na posse das verbas, a mulher convencia as vítimas a entregarem tais valores, abandonando de seguida o lar e refugiando-se em paradeiro incerto".

A detenção ocorreu na quarta-feira, fora de flagrante delito. Após ser presente a juiz, a mulher ficou em prisão preventiva. 

O inquérito é titulado pelo Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) de Ponte de Lima.

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A "investigação prossegue no sentido de apurar a existência de mais vítimas e outras práticas análogas".

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