Detido no Porto suspeito pertencente a grupo que se dedicava à prática de burlas

Homem de 29 anos, de nacionalidade estrangeira, é suspeito dos crimes de associação criminosa e de branqueamento.

20 de julho de 2026 às 16:16
Prisão Foto: CMTV
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Um homem de 29 anos foi detido no concelho do Porto e ficou em prisão preventiva por suspeitas de integrar um grupo criminoso internacional, com origem na Nigéria, que se dedicava à prática de burlas, foi esta segunda-feira anunciado.

A detenção do suspeito e as respetivas medidas de coação foram divulgadas num comunicado do Ministério Público (MP) publicado esta segunda-feira na página de Internet da Procuradoria-Geral Regional de Évora.

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Numa resposta à agência Lusa através de correio eletrónico, a Procuradoria-Geral da República (PGR) indicou que o suspeito foi detido no concelho do Porto.

No comunicado, o MP referiu que o homem, de nacionalidade estrangeira, é suspeito dos crimes de associação criminosa e de branqueamento.

"A detenção ocorreu na sequência da emissão pelo MP de mandados fora de flagrante delito e no decurso de busca à residência do arguido", adiantou.

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Segundo o MP, o arguido "assumia um papel fundamental na estrutura de um grupo", em que a função principal era "recrutar 'money mules' (mulas de dinheiro, em inglês) e manter contacto com estas pessoas, diretamente ou através de outros elementos".

"A organização necessitava da constante renovação do seu leque de contas bancárias nos mais variados países, incluindo Portugal, por forma a conseguir dissipar de forma célere as elevadas quantias que obtinha através da prática de crimes de burla (qualificada e informática) e de acesso ilegítimo, levados a cabo através dos métodos 'CEO fraud' e 'romance scam'", salientou.

O MP assinalou que "só em contas bancárias portuguesas controladas pelo arguido deram entrada mais de 500 mil euros".

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Após ser presente a primeiro interrogatório judicial, o homem ficou sujeito à medida de coação de prisão preventiva e proibição de contactar com os restantes arguidos e suspeitos identificados.

As diligências de investigação prosseguem sob a direção do Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) Regional de Évora com a coadjuvação da Unidade Nacional de Combate ao Cibercrime e à Criminalidade Tecnológica da Polícia Judiciária.

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