Detido suspeito de ter ferido outro a tiro no concelho de Silves

Detido de 22 anos é acusado de homicídio qualificado, na forma tentada, e também de detenção de arma proibida.

03 de março de 2026 às 12:49
Polícia Judiciária Foto: Duarte Roriz
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As autoridades policiais detiveram um suspeito de uma tentativa de homicídio, que disparou e feriu outro homem com gravidade, no domingo, no concelho de Silves, após uma discussão por motivos fúteis, anunciou esta segunda-feira a Polícia Judiciária (PJ).

O detido tem 22 anos e, além do crime de homicídio qualificado, na forma tentada, é também acusado de detenção de arma proibida e danos cometidos ao final da noite de domingo nas zonas de São Marcos da Serra e de São Bartolomeu de Messines, no concelho de Silves, distrito de Faro, tipificou a PJ em comunicado.

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Na origem dos crimes terá estado um "desentendimento, por motivos fúteis, num estabelecimento de diversão noturna, em São Marcos da Serra", enquadrou a Judiciária, esclarecendo que, após a situação ter sido "apaziguada por terceiros", um dos intervenientes abandonou o local, mas regressou depois "armado com uma caçadeira".

Ao chegar ao local na posse da arma de fogo, o homem realizou dois disparos contra a viatura da vítima, causando danos na carroçaria e vidros do veículo, e atirou depois outras três vezes para o ar, abandonando a seguir a zona de São Marcos da Serra, contou a corporação policial.

"Apesar da viatura danificada, a vítima, acompanhado de alguns amigos, dirigiu-se para outro estabelecimento de diversão noturna, desta feita na zona de São Bartolomeu de Messines", adiantou a PJ, frisando que, à chegada, o agressor estava no local e "desferiu-lhe um tiro, com a caçadeira, na zona do pescoço e da cabeça".

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O disparo causou "ferimentos muito graves" na vítima, de 24 anos, que se encontra internada numa Unidade de Cuidados Intensivos, "em coma induzido" e "com prognóstico reservado", reportou a PJ.

Após o incidente, e em colaboração com a GNR de São Bartolomeu de Messines, os investigadores da PJ recolheram indícios probatórios que permitiram identificar o agressor, localizar o seu paradeiro e proceder à sua detenção, assim como apreender a caçadeira utilizada no crime.

O detido vai agora ser presente a tribunal, onde será submetido ao primeiro interrogatório judicial e, no final, ficará a conhecer as medidas de coação a que ficará sujeito, acrescentou a Judiciária.

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