Detidos dois suspeitos de atear fogo em Freixo de Estada à Cinta
Suspeitos foram detidos fora de flagrante delito e estão "fortemente indiciados" pela prática de um crime de incêndio florestal que ocorreu no domingo, em Ligares, Freixo de Espada à Cinta, distrito de Bragança.
Dois homens de 24 e 32 anos foram detidos pela suspeita de um crime de incêndio florestal que consumiu 200 hectares em Ligares, Freixo de Espada à Cinta, anunciou esta sexta-feira a Polícia Judiciária (PJ) de Vila Real.
De acordo com o Departamento de Investigação Criminal de Vila Real, os dois suspeitos foram detidos fora de flagrante delito e estão "fortemente indiciados" pela prática de um crime de incêndio florestal que ocorreu no domingo, em Ligares, Freixo de Espada à Cinta, distrito de Bragança.
Em comunicado, a Judiciária explicou que recolheu "fortes indícios de que os suspeitos utilizaram chama direta em espaço rural, ateando o foco de incêndio sobre vegetação seca, abandonando de imediato o local".
O incêndio, continuou, propagou-se a terrenos confinantes, públicos e privados, consumindo uma área superior a 200 hectares, composta maioritariamente por mato e ocupação agrícola, colocando em sério perigo bens patrimoniais e as populações das localidades próximas.
"Consequências que apenas não assumiram maior gravidade devido à rápida e eficaz intervenção dos bombeiros e vários meios aéreos, que, no entanto, só já no dia seguinte, cerca das 22:50, conseguiram dominar as chamas", realçou.
A PJ disse que um dos detidos encontra-se "também fortemente indiciado" de, em 16 de junho, na mesma localidade, ter ateado um incêndio florestal através de chama direta.
Este fogo consumiu uma área de cerca de meio hectare, composta essencialmente por mato e pinheiro-bravo, acabando por se alastrar a um espaço agrícola de amendoeiras.
Nestas detenções, a PJ contou com a colaboração do Grupo de Trabalho para a Redução das Ignições (GTRI) do Interior Norte e da GNR de Torre de Moncorvo.
Os detidos vão ser presentes a interrogatório judicial para aplicação de eventuais medidas de coação, prosseguindo a investigação no âmbito de inquérito titulado pelo Ministério Público de Torre de Moncorvo.
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