Detidos em Faro dois homens suspeitos de burla através das redes sociais
Dois homens vão agora ser presentes em tribunal para o primeiro interrogatório judicial e conhecerem as eventuais medidas de coação aplicadas.
As autoridades policiais portuguesas detiveram esta quinta-feira, em Faro, dois homens suspeitos de terem promovido investimentos com promessa de lucros elevados através de redes sociais e plataformas eletrónicas, apropriando-se das quantias depositadas pelas vítimas, anunciou a Polícia Judiciária (PJ).
As detenções foram feitas pelo Departamento de Investigação Criminal de Braga da PJ, com a colaboração da Diretoria do Sul, e os suspeitos, ambos com 23 anos, estão "fortemente indiciados pela prática dos crimes de burla qualificada e branqueamento, através de falsas plataformas de investimento", tipificou a Polícia Judiciária num comunicado.
"Até ao momento, foi possível identificar seis vítimas, tendo, para já, sido apurado um prejuízo global superior a 34 mil euros. Não se exclui a existência de outros lesados", destacou a corporação policial, salientando que um dos detidos está também acusado do crime de detenção de arma proibida, após terem sido encontradas duas armas durante uma busca domiciliária.
A investigação, que ainda prossegue, recolheu indícios de que os detidos recorreram, de "forma concertada", entre 2022 e 2025, a redes sociais e plataformas de comunicação eletrónica para promover "alegados investimentos financeiros e serviços de gestão de apostas desportivas, prometendo às vítimas elevados retornos financeiros e lucros garantidos", esclareceu a PJ.
Após a captação do investimento, as vítimas faziam a transferência do valor acordado para contas tituladas pelos detidos, que procediam depois à "dissipação dos montantes através de levantamentos em numerário e sucessivas movimentações bancárias" para "dificultar o rastreamento dos fundos", alegam os investigadores.
Durante a operação policial, denominada "Faroeste", foram realizadas também duas buscas domiciliárias, que permitiram apreender equipamentos informáticos, telemóveis, documentação bancária, mais de 19.000 euros em dinheiro e outros elementos considerados relevantes para a investigação, que vão agora ser submetidos a análise pericial, informou a corporação policial.
A PJ sublinhou que, numa das buscas domiciliárias, foram apreendidas duas armas de fogo e dezenas de munições de diversos calibres, por falta de licença de uso e porte de arma válida, levando à acusação de um dos detidos pelo crime de detenção de arma proibida.
Os dois homens vão agora ser presentes em tribunal para o primeiro interrogatório judicial e conhecerem as eventuais medidas de coação aplicadas.
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