Detidos pais suspeitos de maus-tratos a filho de 3 anos em Vendas Novas

Suspeitos ficaram proibidos de permanecer nos locais onde se encontrem vítima e testemunhas e de os contactar, ficando igualmente inibidos do exercício de responsabilidades parentais.

23 de outubro de 2026 às 12:18
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Os pais de um menino de 3 anos foram detidos por suspeitas de maus-tratos físicos, psicológicos e psíquicos à criança, em Vendas Novas, no distrito de Évora, divulgou esta sexta-feira o Ministério Público (MP).

Num comunicado publicado no 'site' da Procuradoria-Geral Regional de Évora, o MP indicou que os suspeitos estão indiciados pela prática, em coautoria, do crime de violência doméstica agravado, praticado contra o filho de ambos.

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"Encontram-se fortemente indiciados de infligir, de modo reiterado e com intensidade, maus-tratos físicos, psicológicos e psíquicos à vítima", explicou, referindo que os alegados maus-tratos ocorreram desde, pelo menos, maio de 2025.

Segundo o MP, os dois arguidos, detidos esta semana na sequência da emissão de mandados de detenção fora de flagrante delito, são uma mulher, de 32 anos, portuguesa, e um homem, de 30, de nacionalidade estrangeira.

Presentes a primeiro interrogatório judicial, os suspeitos ficaram proibidos de permanecer nos locais onde se encontrem vítima e testemunhas e de os contactar, ficando igualmente inibidos do exercício de responsabilidades parentais no que se refere ao filho.

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Com vista à "sua efetiva proteção", a criança foi também alvo de "medida judicial de urgência de promoção e proteção com a entrega aos cuidados de pessoa idónea, encontrando-se em segurança", assinalou.

No comunicado, o MP revelou ter pedido a prisão preventiva e a suspensão do exercício das responsabilidades parentais dos suspeitos, o que foi "apenas judicialmente acolhido parcialmente", pelo que vai interpor recurso.

As investigações prosseguem sob a direção do MP, através da 2.ª secção especializada do Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) de Évora, com a coadjuvação do Núcleo de Investigação e Apoio a Vítimas Específicas (NIAVE) da GNR.

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