Detidos por corrupção na Madeira ficam em liberdade

Pedro Calado, Avelino Farinha e Custódio Correia estiveram detidos durante três semanas.

14 de fevereiro de 2024 às 17:11
Tribunal de Instrução Criminal de Lisboa
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Os suspeitos de corrupção na Madeira ficaram em liberdade, esta quarta-feira, após terem passado três semanas detidos. Os arguidos ficaram sujeitos a termo de identidade e residência. 

"Não se encontrando indiciada a prática, pelo arguido Custódio Ferreira Correia, pelo arguido José Avelino Farinha e pelo arguido Pedro Miguel Amaro de Bettencort Calado, de um qualquer crime, deverão os mesmos aguardar os ulteriores termos do processo sujeitos à medida de coação de termo de identidade e residência", lê-se num documento a que o CM teve acesso.

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Em resposta, o Ministério Público vai recorrer da aplicação da medida cautelar menos gravosa ao ex-presidente da Câmara do Funchal Pedro Calado e aos empresários Avelino Farinha e Custódio Correia, investigados por suspeitas de corrupção na Madeira.

"O Ministério Público vai interpor recurso", disse à Lusa fonte oficial da Procuradoria-Geral da República (PGR), em relação à decisão do juiz Jorge Bernardes de Melo, do Tribunal Central de Instrução Criminal (TCIC) de Lisboa, que determinou esta quarta-feira à tarde a libertação "de imediato" dos arguidos.

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Os arguidos poderão voltar para a Madeira nesta quarta-feira ou durante o dia de amanhã. 

À saída do tribunal, os três advogados mostraram-se satisfeitos com a decisão.

André Noronha, advogado de Custódio Correia, referiu que "o sistema funcionou e bem na decisão", acrescentando ser necessária uma reflexão por parte do Ministério Público (MP). 

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Também Raúl Soares, advogado de Avelinho Farinha, disse ter sido a decisão mais correta, apesar de ter sido restringida a liberdade dos arguidos. No que toca ao tempo de espera para conhecer as medidas de coação, o advogado realçou que se o processo "tivesse sido rapidíssimo teria sido péssimo para a defesa". Em resposta ao recurso interposto pelo MP, a defesa de Avelino Farinha, disse não existirem chances de êxito perante a decisão tomada pelo juíz. 

O advigado de Pedro Calado, Paulo Sá e Cunha falou da falta de indícios e da necessidade do processo ser arquivado, lamentando a detenção dos três suspeitos durante tanto tempo.

Pedro Calado, Avelino Farinha e Custódio Correia foram detidos na sequência de cerca de 130 buscas domiciliárias e não domiciliárias efetuadas pela PJ sobretudo na Madeira, mas também nos Açores e em várias zonas do continente.

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Em causa estavam suspeitas de corrupção ativa e passiva, participação económica em negócio, prevaricação, recebimento ou oferta indevidos de vantagem, abuso de poderes e tráfico de influência

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