Deu salto de cem metros para a morte

Avaria no equipamento ou falta de vento terão sido as causas que provocaram a tragédia.

13 de julho de 2013 às 01:00
Portugal, acidente, queda, Nazaré, paraquedas Foto: Carlos Barroso
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A aventura de um turista sueco que ontem de manhã pretendia efetuar um salto de paraquedas do miradouro do Sítio da Nazaré acabou em tragédia. Projetou-se no solo, depois de uma queda de cem metros de altura, por causa de uma eventual avaria no equipamento ou falta de vento. O homem teve morte imediata.

David Thomasson, de 29 anos, chegou na véspera à Nazaré, acompanhado de três amigos noruegueses. Às 09h00 foram efetuar saltos de uma prática desportiva conhecida por base jumping e que se assemelha à queda livre, onde não há margem para erros nem falhas.

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Enquanto David e mais dois colegas foram para o local dos saltos, com câmaras de vídeo acopladas no capacete para gravar os voos, outro ficou na base da falésia para também registar as imagens do momento. Mas o imprevisto aconteceu. O paraquedas de David não abriu, levando-o a embater com grande violência no solo. Os Bombeiros da Nazaré tentaram reanimar

a vítima, mas sem sucesso. O mesmo se passou com a equipa do INEM do Centro Hospita-lar do Oeste, que acabou por confirmar o óbito.

O comandante da capitania da Nazaré, Lourenço Gorricha, disse ao CM que este desporto radical "não está autorizado, nem é passível de ser naquele local, onde não está previsto e onde até há zonas interditas". "Tem-nos chegado indicação de que pontualmente essa atividade é

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desenvolvida neste sítio a horas menos visíveis, pelo que nunca podemos confirmar esta prática", disse.

Uma funcionária municipal do serviço de limpeza em funções no Sítio da Nazaré ainda tentou alertar para o risco que o sueco corria ao saltar. Após a queda, Paula Martins gritou para os outros dois amigos da vítima, para não efetuarem o salto. Conseguiu demovê-los.

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