11 mortos por distração e velocidade

Relatório pericial revela que veículo circulava a 100 km/h numa zona com limite de 80 km/h.

14 de janeiro de 2015 às 07:55
Foto: Rui Miguel Pedrosa
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Velocidade excessiva e imprudência do motorista estiveram na origem do acidente do autocarro que, a 27 de janeiro de 2013, se despistou no IC8, na Sertã, provocando 11 mortos e 12 feridos graves. Esta é a convicção do Ministério Público, que acusa o condutor, Marco Correia, de 49 anos, de 11 crimes de homicídio por negligência e oito de ofensa à integridade física por negligência.

Na base da acusação, que o CM consultou, estão os inquéritos realizados por GNR e Laboratório Nacional de Engenharia Civil, que estima a velocidade do autocarro na altura do despiste a pelos menos 100 km/h. O motorista perdeu o controlo do veículo num espaço de 280 metros entre duas lombas de um troço que estava em obras, mas foi concluído que, se circulasse à velocidade permitida de 80 km/h, teria diminuído a probabilidade de perda de controlo ou facilitado a sua recuperação.

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Apesar de o despiste ter ocorrido num troço em obras e numa altura em que o piso estava molhado devido a chuva intensa, o Ministério Público considera que tendo o condutor conhecimento e perceção do estado da via, o acidente deveu-se à "conduta imprudente do arguido, que desrespeitou a velocidade". O autocarro transportava 43 excursionistas de Portalegre.

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