Dois mil cabos exigem promoção

Guardas e sargentos contestam o número de oficiais promovidos.

14 de janeiro de 2016 às 10:08
cabos, GNR, promoção, guarda, governo Foto: Nuno André Ferreira
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A GNR foi autorizada pelo Governo a efetuar a promoção de 1870 elementos – entre as classes de oficiais, sargentos e guardas. Porém, cerca de 2000 cabos que reuniam as condições exigidas para serem promovidos a cabos-chefe foram excluídos da lista enviada pelo Comando Geral da GNR para aprovação do Ministério da Administração Interna.

O mesmo, conforme apurou o CM, acontece com 206 primeiros-sargentos, que já deveriam estar colocados no posto de sargento-ajudante. Esta situação está a causar polémica no seio da GNR, uma vez que a percentagem de oficiais que foram promovidos é superior à das patentes mais baixas na Guarda.

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De acordo com números a que o CM teve acesso, 18,5 por cento dos 847 oficiais da GNR foram promovidos, enquanto apenas 11,5% dos 2671 sargentos e 11,5% dos 18 855 guardas tiveram o mesmo privilégio. Estes elementos ‘esquecidos’ frequentaram cursos para conseguirem a promoção ou teriam direito à mesma por causa da antiguidade. Recorde-se que as promoções têm efeitos diretos nos ordenados destes militares e nos anos de serviço que contam para o cálculo das reformas. Entre cada nível remuneratório, há uma diferença de cerca de 50 euros. A Associação de Profissionais da Guarda veio ontem exigir ao Governo e ao Comando Geral da GNR "que sejam operadas as promoções que se encontram por efetivar" e que se resolva rapidamente a questão do estatuto profissional, onde "deverá estar fixado o horário de 36 horas semanais".

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