Dor e revolta no funeral de vítima de Pedro Dias

Centenas de pessoas despediram-se de Liliane Pinto, a terceira vítima da matança de Aguiar da Beira.

19 de abril de 2017 às 01:30
Dor e emoção no último adeus a Liliane Pinto Foto: Nuno André Ferreira
Dor e emoção no último adeus a Liliane Pinto Foto: Nuno André Ferreira
Dor e emoção no último adeus a Liliane Pinto Foto: Nuno André Ferreira
Dor e emoção no último adeus a Liliane Pinto Foto: Nuno André Ferreira
Dor e emoção no último adeus a Liliane Pinto Foto: Nuno André Ferreira
Dor e emoção no último adeus a Liliane Pinto Foto: Nuno André Ferreira
Dor e emoção no último adeus a Liliane Pinto Foto: Nuno André Ferreira
Dor e emoção no último adeus a Liliane Pinto Foto: Nuno André Ferreira
Dor e emoção no último adeus a Liliane Pinto Foto: Nuno André Ferreira

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Só o toque dos sinos e os gritos de desespero dos pais de Liliane Pinto interromperam o silêncio, ontem à tarde, durante as cerimónias fúnebres da terceira vítima de Pedro Dias – o homem que em outubro do ano passado concretizou uma matança em Aguiar da Beira e que em breve vai ser julgado, em processos separados, por cinco crimes de homicídio (três consumados e dois tentados).

Ontem, a igreja matriz de Palhais, em Trancoso, foi manifestamente pequena para albergar as centenas de pessoas que se quiseram despedir de Liliane Pinto.

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As circunstâncias da sua morte - foi, juntamente com o marido, Luís, apanhada por Pedro Dias quando ia para uma consulta em Coimbra - bem como o sofrimento que viveu desde esse dia até à passada quarta-feira, no dia em que morreu, deixaram as pessoas sensibilizadas e emocionadas.

A dor e os gritos de revolta de António Jesus e Maria Lino, ouvidos ontem, significam o fim da esperança da recuperação da filha. "Estes pais viveram seis meses de angústia e tristeza mas acreditaram sempre na recuperação da Liliane. Estão devastados", disse José Rodrigues, residente em Trancoso.

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"Como é que alguém que matou três pessoas sem motivo e deixou um rasto de provas continua a ter coragem para dizer que está inocente?", pergunta António Sousa, outro popular. Amigas de Liliane vestiram-se de preto e fizeram questão de levar uma gerbera.

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