Droga e sexo gay motivaram crime

Eugénio Reicha confessou ter matado Simon Carley-Pocock.

07 de janeiro de 2017 às 09:57
Eugénio Reicha Foto: Nuno Alfarrobinha
Simon Carley-Pocock Foto: Direitos Reservados

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Uma discussão relacionada com sexo, depois de uma noite em que foram consumidas drogas pelos dois envolvidos, terá sido a principal motivação para o homicídio do inglês Simon Carley-Pocock, de 58 anos, em abril de 2016, em Alcoutim. O autor confesso do crime, Eugénio Reicha, de 21 anos, começou ontem a ser julgado no Tribunal de Faro.

Um dos depoimentos foi de um dos agentes da PSP que mandou parar, na noite de dia 4, o homicida, em Faro, por este ter ultrapassado um traço contínuo na rua Júlio Filipe de Almeida Carrapato, enquanto conduzia o Audi A4 que roubou à vítima após o crime.

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"Começou por dizer que lhe tinham emprestado o carro. Depois disse que tinha roubado o carro em Vila Real de Santo António. Mas a história não fazia sentido", afirmou o agente em julgamento perante o coletivo de juízes.

Depois de mais umas perguntas, Eugénio acabou por confessar o crime aos próprios agentes da PSP. Disse que tinha ido passar uns dias a casa de Simon, com quem tinha relações sexuais regulares, no Sítio do Pereiro, em Alcoutim.

Na noite do crime - presume-se que tenha sido dia 3 de abril -, depois de já terem consumido drogas, Simon pediu com insistência para terem sexo mas Eugénio terá recusado. Começou então uma discussão, que só terminou com o jovem a golpear mortalmente a vítima com uma lança.

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A PSP contactou de imediato a GNR local, que se dirigiu à habitação da vítima, em Alcoutim, onde descobriram o corpo de Simon Carley-Pocock.

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