Drogas duras tornaram-no agressivo
A mãe de André C. – um estudante de 24 anos que matou a ex-namorada e, depois de lhe atear fogo, a colocou num caixote do lixo camarário num apartamento em Telheiras, Lisboa – disse ontem no Tribunal da Boa-Hora que o comportamento do filho mudou tinha ele 15 anos.
Albertina C., adjunta do presidente da Câmara de Vila Viçosa, afirmou que o filho foi violado na escola, ainda em criança, e que aos 15 anos começou a consumir drogas leves. “Enquanto foi só haxixe, ele andava calmo. Quando verificámos que ele usava drogas duras, começámos a notar alguma irritabilidade e agressividade nas palavras.”
Desde então, André C. começou a ser acompanhado por psicólogos, que lhe chegaram a diagnosticar doença bipolar e a aconselhar uma comunidade terapêutica.
Na contestação à acusação do Ministério Público, André alega não se lembrar, devido ao consumo de droga, do que se passou depois de ter alegadamente mantido relações sado-masoquistas com a vítima. Diz também que Ana consumiu haxixe – o que os exames do Instituto de Medicina Legal negam. O patologista João Valente disse ontem que a droga é detectável no sangue de um consumidor de drogas habitual durante três meses.
O presidente da autarquia de Vila Viçosa, Manuel Condenado, também testemunhou e não apontou defeitos ao arguido.
Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?
Envie para geral@cmjornal.pt