“É terrível sentir a arma na nuca” (COM VÍDEO)

Funcionário da empresa de lavagem de automóveis Elefante Azul foi sequestrado e agredido em assalto.

17 de março de 2011 às 00:30
ASSALTO, SEQUESTRO, CASCAIS, ELEFANTE AZUL, Foto: Vítor Mota
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Pistola encostada à cabeça, ‘André’ viveu o pior minuto da sua vida pelas 20h00 de anteontem, uma hora antes do fecho do Elefante Azul, empresa de lavagem de viaturas em Manique, Cascais. "Ter alguém a dizer que me mata se não me deitar no chão e sentir a arma encostada à nuca é terrível", recorda ao CM o funcionário, 32 anos, sequestrado e agredido pelo assaltante que lhe roubou três telemóveis, um computador portátil, 250 euros e o jipe.

A viatura particular da vítima, um Nissan Terrano II, foi encontrada cerca de duas horas depois, em chamas, numa zona de mato nas traseiras da zona industrial de Trajouce. "Foi tudo muito rápido. Assim que entrou, deu-me um pontapé por trás, nas pernas, e eu fiquei de joelhos. Encostou-me a arma à cabeça e disse que me matava se não me deitasse", conta a vítima, que foi algemada de mãos e pés com braçadeiras de plástico que o ladrão levou.

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"Fiquei quieto [no escritório de apoio, numa altura em que não havia clientes para lavar automóveis] enquanto ele foi procurar dinheiro. Pediu-me as chaves do jipe e depois fugiu. Foi assustador."

"CHAMEI O 112 E PEDI PARA ME SOLTAREM"

Apesar de ter ficado com as mãos e os pés atados por braçadeiras plásticas, a vítima, funcionário do espaço há dez anos, conseguiu ligar do telefone fixo para o 112 e pedir auxílio a funcionários de uma empresa vizinha. "Liguei para o 112, mas em vez de chamarem a GNR de Alcabideche, que fica a 1 km de distância, ligaram para a PSP de Trajouce, que fica a 5 km. Depois consegui vir até à porta aos saltos e gritei pelas pessoas de uma empresa vizinha, que me ajudaram a cortar as braçadeiras com uma alicate." ‘André’ recebeu tratamento hospitalar em Cascais.

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