"Em nenhuma circunstância deve ser demitido o Chefe do Estado-Maior do Exército", diz Azeredo Lopes

Ministro da Defesa exortou os deputados a ficarem "contentes" com a atual chefia, a cargo de Rovisco Duarte.

07 de julho de 2017 às 19:19
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O Chefe do Estado-Maior do Exército, General Rovisco Duarte Foto: Pedro Catarino
O general Rovisco Duarte Foto: Pedro Catarino
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O ministro da Defesa, José Azeredo Lopes Foto: Lusa
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07/07/2017Lisboa, 07 jul (Lusa) - O ministro da Defesa Nacional, Azeredo Lopes, manifestou hoje confiança no chefe do Estado-Maior do Exército, Rovisco Duarte, afirmando que em nenhuma circunstância deve ser demitido, exortando os deputados a ficarem "contentes" com a atual chefia.

"Não deve em nenhuma circunstância ser demitido o CEME [Chefe do Estado-Maior do Exército]. Alguém com esta capacidade, pelo contrário, deviam estar muito contentes com esta chefia, com a forma como está a enfrentar os problemas e como desta forma está a ajudar Portugal", disse.

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O ministro respondia ao deputado do BE João Vasconcelos na comissão parlamentar de Defesa Nacional, onde está a prestar esclarecimentos sobre o furto de material militar da base de Tancos, Vila Nova da Barquinha, Santarém.

João Vasconcelos questionou Azeredo Lopes sobre se mantém a confiança no CEME após o furto de Tancos.

Antes, Azeredo Lopes frisou que foi falando com o CEME "sobre o evoluir dos acontecimentos" e que o general Rovisco Duarte lhe entregou o primeiro relatório preliminar ainda na sexta-feira passada.

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Desde que iniciou funções, disse, o "CEME teve de enfrentar situações muito difíceis e enfrentou-as sempre de forma exemplar e com honra".

Questionado pelo deputado do PSD Costa Neves sobre a decisão do CEME de exonerar os comandantes das cinco unidades que tinham a responsabilidade de indicar efetivos para a segurança rotativa dos Paióis, Azeredo Lopes disse que "registou" as exonerações.

"Ainda por cima com a intenção de lhes dar uma natureza cautelar, é uma decisão equilibrada e uma decisão de um chefe", acrescentou.

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O general Rovisco Duarte foi duramente criticado pelo deputado do CDS-PP João Rebelo: "Ontem [quinta-feira], o CEME não prestou um bom serviço e esteve a desculpar-se com o sargento que não fez as rondas e com os comandantes das unidades", criticou João Rebelo, referindo-se aos esclarecimentos prestados pelo general na comissão parlamentar de Defesa.

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