Emboscada a tiro a autocarro na Amadora fica sem culpados

Ministério Público da Amadora arquivou, por falta de provas, investigação ao único suspeito do crime, um jovem de 21 anos.

24 de julho de 2026 às 16:44
Decisão foi do Ministério Público do Tribunal da Amadora Foto: David Martins
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O Ministério Público (MP) da Amadora arquivou, devido a falta de provas, um inquérito-crime aberto após um autocarro ter sido alvo de um ataque a tiro, em junho de 2023. O processo, investigado pela Polícia Judiciária, tinha um suspeito: um jovem de 21 anos, que foi encontrado na posse da arma, uma pistola calibre 6,35 mm, usada para balear o transporte público, onde seguiam vários passageiros. Mas como, no entender do MP, foi impossível provar que tenha sido o jovem a usar a arma, o processo fica sem culpados.

Os factos remontam a 1 de abril de 2023, na rua Francisco Bugalho, Amadora. O jovem de 21 anos integrava um grupo de jovens, residente no bairro do Casal da Boba. Ao deparar-se com rivais do Casal da Mira, o grupo saiu para a rua. Hugo Fernandes, o jovem identificado pela PJ, terá efetuado pelo menos um disparo. A munição destruiu o vidro traseiro do autocarro, causando prejuízos avaliados em mais de 3700 euros. Por milagre, nenhum dos passageiros ficou ferido.

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Quase três meses depois, a PJ apreendeu a arma do crime ao jovem. No entanto, determinou o MP, foi impossível provar que tenha sido Hugo Fernandes a disparar a mesma.

Para Pedro Pestana, advogado do jovem, "nenhuma das diligências concluiu que o arguido estivesse presente no local do crime". "Portanto, a decisão do Ministério Público de arquivar o processo é corretíssima, e está muito bem fundamentada", concluiu.

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