Emboscada a tiro a autocarro na Amadora fica sem culpados
Ministério Público da Amadora arquivou, por falta de provas, investigação ao único suspeito do crime, um jovem de 21 anos.
O Ministério Público (MP) da Amadora arquivou, devido a falta de provas, um inquérito-crime aberto após um autocarro ter sido alvo de um ataque a tiro, em junho de 2023. O processo, investigado pela Polícia Judiciária, tinha um suspeito: um jovem de 21 anos, que foi encontrado na posse da arma, uma pistola calibre 6,35 mm, usada para balear o transporte público, onde seguiam vários passageiros. Mas como, no entender do MP, foi impossível provar que tenha sido o jovem a usar a arma, o processo fica sem culpados.
Os factos remontam a 1 de abril de 2023, na rua Francisco Bugalho, Amadora. O jovem de 21 anos integrava um grupo de jovens, residente no bairro do Casal da Boba. Ao deparar-se com rivais do Casal da Mira, o grupo saiu para a rua. Hugo Fernandes, o jovem identificado pela PJ, terá efetuado pelo menos um disparo. A munição destruiu o vidro traseiro do autocarro, causando prejuízos avaliados em mais de 3700 euros. Por milagre, nenhum dos passageiros ficou ferido.
Quase três meses depois, a PJ apreendeu a arma do crime ao jovem. No entanto, determinou o MP, foi impossível provar que tenha sido Hugo Fernandes a disparar a mesma.
Para Pedro Pestana, advogado do jovem, "nenhuma das diligências concluiu que o arguido estivesse presente no local do crime". "Portanto, a decisão do Ministério Público de arquivar o processo é corretíssima, e está muito bem fundamentada", concluiu.
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