Empresário Carlos Quaresma em tribunal

Acusado de burla a câmaras e instituições sociais.

26 de abril de 2018 às 08:58
Carlos Quaresma, presidente da AGAPE, Benfica, Suécia, Ministério Público, Faro, Portugal, questões sociais, economia, negócios e finanças Foto: João Trindade
Carlos Quaresma, presidente da AGAPE, Benfica, Suécia, Ministério Público, Faro, Portugal, questões sociais, economia, negócios e finanças Foto: João Cortesão
Carlos Quaresma foi futebolista e ainda candidato à presidência do Benfica Foto: João Cortesão

1/3

Partilhar

O empresário Carlos Quaresma, que chegou a ser candidato à presidência do Benfica, começa esta quinta-feira a ser julgado em Faro, acusado de burlar câmaras municipais e instituições sociais do País. É suspeito de obter 265 mil euros indevidamente, para transportar da Suécia equipamentos ortopédicos e hospitalares, doados por uma fundação sueca.

Segundo a acusação, entre 2009 e novembro de 2011, Quaresma, agora com 63 anos, fazendo-se passar por presidente da fundação AGAPE, abriu uma conta bancária e entrou em contacto com pelo menos 18 municípios e 15 instituições de solidariedade social de vários pontos do País.

Pub

Após obter o seu interesse, informou-as de que para beneficiarem das doações teriam de transferir para a conta bancária 13 mil euros para despesas de transporte, licenças alfandegárias e outros custos. A AGAPE, porém, apenas cobrava três mil euros por cada transporte e cerca de 1300 euros por despesas de armazenamento.

O arguido, antigo futebolista e ex-candidato à presidência do Benfica, aguarda julgamento com termo de identidade e residência.

Pub

PORMENORES 

Fundação doa material

A AGAPE é uma organização não-governamental sueca que tem doado material ortopédico e mobiliário médico a muitas instituições de vários países, incluindo Portugal.

Pub

Processo arquivado

Em 2013, o Ministério Público sueco arquivou um inquérito contra o empresário por suspeitas do mesmo crime, relacionado com a atividade da fundação AGAPE. O despacho de arquivamento, citado pela Lusa, ressalvava que o processo poderia ser reaberto caso surgissem novos dados.

Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?

Envie para geral@cmjornal.pt

Partilhar