Empurrão mortal não leva à cadeia
Queda fatal nas escadas rolantes de centro comercial.
O Tribunal de Setúbal condenou esta quarta-feira a seis meses de pena suspensa o jovem que estava acusado da morte de um amigo - numa brincadeira empurrou-o de umas escadas rolantes para uma queda fatal - no Centro Comercial Alegro, em Setúbal. Bruno Cruz, de 17 anos, estava acusado de homicídio por negligência e o juiz considerou-o agora culpado pela morte de Diogo Montenegro, de 17 anos.
Bruno terá de pagar uma indemnização de 67 500 euros: 15 mil euros a cada progenitor de Diogo Montenegro pelos danos causados com a perda do filho e mais 37 500 euros por danos patrimoniais à família.
As imagens de videovigilância do centro comercial foram determinantes para a condenação de Bruno Cruz. Os dois amigos seguiam, na tarde de 16 de dezembro de 2014, nas escadas rolantes do piso 2 do Alegro quando se deu o incidente. Diogo ia sentado no corrimão da escada, sem os pés assentes no chão.
O amigo Bruno seguia em pé. Os dois trocavam empurrões, na brincadeira, mas o segundo empurrão de Bruno Cruz a Diogo provocou-lhe o desequilíbrio e a queda aparatosa de 12 metros, da qual resultou a morte.
O tribunal de Setúbal admitiu que Bruno Cruz não tinha intenção de provocar a morte ao amigo Diogo mas que o empurrão que lhe deu foi a causa "inequívoca" da queda.
Considerou que a vítima "desafiou o perigo [ao descer as escadas sentado no corrimão]", razão pela qual atribuiu a Bruno apenas metade da responsabilidade. Os advogados vão analisar possível recurso.
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