Enfermeira assassina em cela isolada junto a ala onde estão mães a cumprir pena
Mariana Fonseca entrou na Indonésia com visto de trabalho que agora as autoridades daquele país revogaram. Com esta diligência, Mariana foi declarada ilegal e deportada. Chegou a Portugal na quinta-feira.
Resistiu até ao fim em vir para Portugal cumprir a pena de 23 anos de cadeia a que foi condenada por matar Diogo Gonçalves, em março de 2020, mas não conseguiu fugir à justiça durante muito tempo. Apanhada em Jacarta há cerca de três semanas, Mariana Fonseca foi deportada da Indonésia na passada quarta-feira e chegou ao nosso país na quinta, ao início da noite. Foi de imediato encaminhada para a cadeia de Tires. Neste momento está numa cela individual onde vai permanecer 14 dias. Está junto à ala onde cumprem pena as mães com crianças até aos três anos. Depois será colocada num dos pavilhões da prisão junto da restante população prisional.
António Falé de Carvalho, advogado de Mariana, explicou ao nosso jornal que o visto de trabalho da enfermeira foi revogado, o que permitiu a sua deportação imediata, uma vez que ficou como imigrante ilegal. O voo saiu de Jacarta e teve escala em Singapura. Aterrou na quinta-feira no Aeroporto de Lisboa.
“Ela está mal, muito mal, afetada psicologicamente”, acrescentou o advogado. “Os pais também não queriam este desfecho. Sempre a apoiaram, mesmo depois da fuga. São pais. É compreensível”, disse ainda António Falé de Carvalho. Mariana Fonseca e Maria Malveiro, recorde-se, mataram Diogo Gonçalves, de 21 anos, e esquartejaram o corpo. Queriam apropriar-se de 70 mil euros que o jovem recebera após a morte da mãe, vítima de atropelamento.
Saiba mais
Vídeo assume fuga do País
Mariana Fonseca fez em julho um vídeo em que assumia que não ia cumprir a pena em Portugal. Por essa altura tinham-se esgotado todos os recursos. Mariana pedia desculpas à família e garantia estar inocente. Emocionou-se.
Tinha telemóvel no centro de detenção
Mariana Fonseca esteve até agora num centro de detenção em Jacarta onde mantinha na sua cela um telemóvel. Todos os dias falava com a família, nomeadamente com os pais. “Não era uma cadeia”, explicou o advogado da jovem.
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