Enterrou amigo e foi combater para a Síria
‘Funa’ esteve há um ano em Portugal, antes de ir combater na Síria.
Antes de partir para a Síria, Sandro Monteiro, esteve uma última vez em Portugal, há um ano. O primeiro jihadista luso morto a combater pelo Estado Islâmico em território sírio visitou a mãe e a família no bairro social onde vivem em Monte Abraão, Queluz, Sintra, e esteve no funeral de um amigo.
"O Sandro era muito amigo dos meus filhos. Um deles morreu de doença faz agora um ano. O Sandro veio ao funeral e abraçou-se a mim com muita força, na dor", contou ao CM, emocionada, Odete Dias, de 87 anos. A notícia da morte e, para muitos, a de que ‘Funa’, 36 anos, era jihadista, deixou os moradores em choque. "Quando cá esteve não falou sobre a vida, nem sobre o futuro. Não sabia de nada, é um choque", disse Odete. Há nove meses, ‘Funa’ viajou para a Síria. No final de outubro, morreu num bombardeamento.
Em 2007, Sandro trocou Monte Abraão por Londres, converteu-se ao Islão e foi recrutado pelo EI. Quanto ao motivo que o levou a sair, os amigos escudam-se. "Foi uma situação devastadora por que passou. Gostava muito do Sandro. Por muito mal que tenha feito, respeito-o pela pessoa maravilhosa que conheci", conta a dona do café que o jovem frequentava. Filomena, a mãe de Sandro, não quer falar. "Deixem-nos fazer o luto", disse um familiar.
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