Escola perigosa obriga à mudança de 150 alunos

Os cerca de 150 alunos da Escola Básica do 1.º Ciclo/ Jardim-de-Infância n.º 4 de Lisboa vão começar as aulas do terceiro período na sede da Junta de Freguesia de São Vicente de Fora. O edifício onde funcionava a escola, no Campo de Santa Clara – ao lado do tribunal onde decorre o julgamento do processo Casa Pia – está em perigo de ruir.

01 de abril de 2005 às 00:00
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A mudança dos alunos não está a ser pacífica. Os pais queixam-se que só foram avisados há 15 dias, depois de ter sido garantido em Fevereiro que não haveria saída até ao Verão.

A alteração dos horários das aulas – as sete turmas vão ser distribuídas por apenas quatro salas – está a preocupar alguns pais, que têm de conjugar horários de trabalho com horários escolares. É o caso de Adélia Jerónimo, que tem duas filhas na escola, que vão ter horários diferenciados. “Não é a meio do ano que se deve alterar e não se dá apenas duas semanas para os pais se organizarem”, dispara.

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Os filhos de Salomé Correia saíam à mesma hora, o que lhe permitia sair do emprego e levá-los a casa. Agora vão ter horários diferentes. “A solução é metê-los no ATL, que não tem condições nenhumas”, critica. Os pais já solicitaram uma reunião com o secretário de Estado da Educação.

Ferreira Pinto, presidente do Agrupamento de Escolas Patrício Prazeres – a que pertence a EB1/JI n.º 4, afirmou que “só uma mãe é que faz barulho” e que a mudança “teve aceitação generalizada”. O dirigente diz que “a escola está em pior estado do que se pensava” e que apenas prestar mais declarações presencialmente. O CM tentou obter explicações da Junta de São Vicente de Fora e do Departamento de Obras da Câmara. O presidente da Junta esteve indisponível durante a tarde de ontem e os contactos com o departamento de obras municipais da Câmara foram em vão.

POLÉMICA AO LADO DA FEIRA DA LADRA

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ATL CHEIO

O ATL que funcionava na escola muda-se para a Voz do Operário. Mas Ana Pedro, que tem três filhos na escola, não conseguiu lugar para os colocar no ATL. “Vou trabalhar e não sei onde os colocar”, diz.

DESEMPREGO

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Paula Ferreira e João Felgueiras trabalhavam no apoio aos almoços, pagos pela Associação de Pais. Com a mudança vão para o desemprego, pois a Voz do Operário fornece as refeições.

ESQUECIDOS

Se a escola já está praticamente transferida, o restaurante e um armazém de revenda, situados no rés-do-chão do mesmo edifício, ainda não têm qualquer conhecimento oficial das obras.

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