Esfaqueada por amor

Perdoa-me. Amo-te, mas traíste-me”, terão sido as palavras de Joaquim após ter anteontem esfaqueado com três golpes a ex-companheira, Amélia Costa, com uma faca de cozinha. A vítima de 33 anos foi operada e está livre de perigo no Hospital de São João, no Porto. O Tribunal de Santo Tirso proibiu ontem Joaquim de contactar com a vítima.

17 de outubro de 2007 às 00:00
Esfaqueada por amor Foto: José Rebelo
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Às 18h00, Amélia, junto com o actual namorado, visitava os pais na Rua Gago Coutinho, em São Romão do Coronado, Trofa e ao colo levava o filho de dois anos que depois viu o pai esfaquear a mãe.

Ao que o CM apurou, Joaquim surpreendeu Amélia à porta do prédio, mas o alvo era o actual namorado. “Há três semanas, o Joaquim foi para Espanha e a minha irmã fugiu com outro homem”, contou Fátima Soares.

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“Estávamos no café e a senhora entrou a gritar por socorro”, disse Marco Martins, um dos quatro homens que tirou a faca a Joaquim. Amélia foi golpeada mal saiu do café e se aproximou de Joaquim.

“Vi o homem a esfaqueá-la várias vezes. Espetou e rodou a faca de serra na barriga. Ele queria mesmo matá-la”, aludiu Marco, ainda nervoso e admitindo que hesitou entre o medo e a coragem de salvar Amélia.

“Tivemos a bravura de o agarrar e de lhe retirar a faca. Se não fosse isso ela estaria morta”, disse.

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Imobilizado à força, Joaquim ficou “acanhado” num canto, enquanto Amélia, ensanguentada depois de dois golpes no abdómen e outro no peito e sentada numa cadeira à porta do café, era socorrida por populares com ajuda de toalhas.

Entre a multidão que se juntou e prendeu Joaquim, estava o filho de Amélia no colo de uma vizinha. E o pai, agressor, “pediu para o beijar na face depois das facadas”, continuou Fátima.

O CM sabe que não foi a primeira vez que Joaquim se envolveu em conflitos, pelo que ontem poucos moradores se dispunham a falar.

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Os bombeiros e a viatura médica do INEM chegaram meia hora depois e levaram Amélia para o hospital.

“Joaquim entrou pelo pé dele na viatura da GNR. Só aí percebeu o que tinha feito”, disse Marco. Joaquim está proibido de se aproximar daquele local e tem apresentações trissemanais na GNR.

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