Esfaqueia mulher e filha
Um homem que ontem começou a ser julgado no Tribunal da Lousã por ter esfaqueado a ex-mulher e a filha desta afirmou não se lembrar do que se passou na noite do crime e que soube do sucedido por uma notícia de jornal. "Meti-me na bebedeira e não sei o que andei a fazer", explicou J.L., um pedreiro de 29 anos.<br/><br/>
O arguido é acusado de, a 19 de Agosto de 2007, ter arrombado a porta da casa da ex-mulher, na Lousã, e de a esfaquear. Para o efeito, terá usado três facas de cozinha: primeiro para agredir a enteada, de 16 anos, e depois a mulher de quem já estava divorciado, em várias partes do corpo. Uns dias depois deixou-lhes em casa um bilhete ameaçando que voltaria para acabar o que tinha começado.
Nos dias seguintes, terá enviado 53 mensagens ameaçadoras para o telemóvel da ex-mulher, de 40 anos. Uma delas, recordou a vítima durante o julgamento, "referia que tinha um pacto com o diabo". J.L. garantiu não se lembrar de as ter escrito, mas admitiu tê-lo feito. "O telemóvel é meu, só podia ter sido eu", disse.
A relação do casal sempre foi conflituosa, mas nunca assumira tanta gravidade. Daquela noite, a queixosa lembra-se de que "só via sangue por todo o lado". Ao recordar os factos, começou a chorar e o colectivo de juízes decidiu fazer uma pausa para que se acalmasse.
PORMENORES
CONDENAÇÃO
O arguido já tinha sido condenado a um ano de cadeia por maus tratos à mulher. Ontem disse que só "havia uns empurrões" quando bebiam.
SEIS FACADAS
A ex-mulher disse na audiência ter sido agredida com seis facadas, o que a obrigou a oito dias de internamento. A filha, de 16 anos, levou uma facada.
TELEFONOU A AVISAR
Antes de se dirigir a casa das vítimas, o arguido telefonou a avisar que ia lá "rebentar com tudo". Ao receber esse telefonema, a ex-mulher percebeu que estava embriagado.
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