Especialistas defendem medidas de combate à seca
Técnicos e cientistas internacionais alertaram para a necessidade do Governo português tomar medidas de combate a uma eventual seca, durante um simpósio sobre as alterações climáticas realizado em Mirandela.
Durante dois dias foram discutidos assuntos como a gestão de bacias hidrográficas e soluções para combater a escassez de água e as secas que se avizinham.
O documento ‘Declaração de Mirandela’ seguirá para o Ministério do Ambiente para que sejam tomadas medidas, pois segundo o presidente da Administração da Região Hidrográfica (ARH) do Norte, António Guerreiro de Brito, “é antes da seca que temos de fazer o trabalho”.
“É preciso pensar que a próxima seca pode ser pior e temos de estar preparados para isso. A de 2005 foi um bom ensaio, mas todos ainda nos lembramos das dificuldades que passámos", proferiu.
Da declaração consta a necessidade de reforçar as infraestruturas, planos e estratégias, sensibilizar a população e as entidades para o problema, melhorar o uso da água na agricultura, bem como reduzir as perdas nos sistemas de abastecimentos de água para consumo.
A ministra do Ambiente, Dulce Pássaro, identificou a “variabilidade climática” como a “maior ameaça do século XXI”, defendendo o aumento das “acções de adaptação”.
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