ESTAÇÕES DE PENALVA E COINA SEM COMBOIOS

Novinhas em folha, as estações ferroviárias de Coina e Penalva estão às moscas. É que Governo e Fertagus não conseguem estabelecer um acordo para alargar o serviço suburbano ferroviário da ponte 25 de Abril, entre o Fogueteiro e Setúbal.

28 de junho de 2004 às 00:00
ESTAÇÕES DE PENALVA E COINA SEM COMBOIOS Foto: Jorge Paula
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Com data prevista de abertura a tempo do Euro'2004, o Campeonato Europeu de Futebol está a chegar ao seu final e nenhuma das partes envolvida nas negociações consegue apontar uma data para uma previsível abertura destes dois equipamentos cujas obras foram dadas por concluídas no início deste mês.

Segundo o CM apurou junto da Refer, "tal como estava previsto as estações ficaram concluídas no primeiro semestre deste ano, no início de Junho". A empresa responsável pelas infra-estruturas ferroviárias nacionais garante ainda estar concluída a readaptação da linha entre o Pinhal Novo e Setúbal para que os comboios suburbanos possam circular.

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Contudo, este troço, em princípio concessionado à Fertagus, não deverá abrir nas próximas semanas. Em contacto telefónico com o Ministério das Obras Públicas e a administração da empresa ferroviária privada o CM soube que as duas entidades continuam em negociações no sentido de porem os comboios na linha. Contudo, "apesar de haver um bom entendimento e das negociações estarem bem encaminhadas não é ainda possível avançar com uma data para a abertura das estações", soube o CM junto do gabinete de Imprensa do ministro das Obras Públicas, Carmona Rodrigues.

9 MILHÕES EM COINA

Num investimento de nove milhões de euros, a estação de Coina (Barreiro) tem uma área de de 6393 m2. O centro do equipamento distribui-se pelo átrio de entrada e saída que dispõe de áreas de espera e comerciais, assim como acessos por seis escadas rolantes e dois elevadores. O parquemento individual tem capacidade para cerca de mil lugares. A estação conta com paragem de autocarros e táxis.

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7 MILHÕES NA PENALVA

A estação de Penalva (Palmela) tem 5238 m2 e custou 7,5 milhões de euros. O equipamento conta com área comercial, estacionamento (600 lugares) e lugar para transportes colectivos e táxis. O acesso é facilitado por quatro escadas rolantes e dois elevadores.

FARINHA MANSOS (66ANOS):"NÃO SERVEM PARA NADA"

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"As estações estão prontas e não são abertas para serem utilizadas por quem precisa. Isto é o mesmo de sempre. Gasta-se dinheiro e não serve para nada. E o mais grave é que a estação faz muita falta à Quinta do Anjo".

JOAQUIM PITA (31ANOS):"JÁ ME ESTÁ A FAZER FALTA"

"Já deviam ter começado a trabalhar. Por exemplo para mim que moro a cerca de dez minutos da estação da Penalva dava-me muito jeito, pois trabalho também ao pé de uma outra estação, a do Fogueteiro".

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