Estado do tribunal deixa funcionários doentes

Temporal atingiu o edifício e deixou o interior com “falta de condições para trabalhar”.

17 de março de 2018 às 09:33
Chuva entrou no edifício e inundou várias salas, obrigando a um esforço dos funcionários para salvar os processos Foto: Direitos Reservados
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Dores de cabeça e gastroenterites. São estes os problemas mais comuns e que têm sido constantes entre alguns funcionários do Tribunal de Loulé, que se queixam de estar a trabalhar com falta de condições, depois de o edifício ter sido atingido pelo temporal que assolou a região nos últimos tempos, quando estavam a decorrer obras de requalificação.

"Na noite de 27 para 28 [de fevereiro] choveu torrencialmente e o edifício foi atingido desde o andar de cima até ao rés do chão. Esforçámo-nos ao máximo para salvar os processos, embora alguns tenham ficado ensopados. Desde aí que temos andado com dores de cabeça e gastroenterites", revela ao CM Luísa Cabanas, uma das funcionárias afetada.

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Queixa-se da "falta de condições que perdura", com "tacos de madeira do chão que estão levantados e blocos de tecto falsos em risco de cair", bem como da retirada do amianto do telhado durante as obras. "Há um cheiro intenso no tribunal e temos a certeza que essas situações estão ligadas com os problemas de saúde que eu e os meus colegas temos sentido", acredita a também delegada sindical, que exige que sejam montados módulos pré-fabricados no exterior para poderem trabalhar em segurança enquanto decorrerem as obras.

Esta quinta-feira, o tribunal foi visitado pela secretária de Estado Adjunta e da Justiça, Helena Ribeiro, para avaliar os estragos causados pela chuva. "O Estado vai estar presente para resolver isto, até porque quem trabalha aqui não merece o que se passou. Vamos fazer todos os esforços para encontrar uma solução rápida", prometeu a governante.

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