Estrangeiro espancado em assalto
Um homem, aparentemente estrangeiro, cuja identidade está a ser investigada pelas autoridades, foi violentamente espancado à paulada, ontem de manhã, por um cabo-verdiano que tentou assaltá-lo na Praia da Rocha, em Portimão. Devido à gravidade dos ferimentos, foi evacuado horas depois do Hospital do Barlavento Algarvio para o de Santa Maria, em Lisboa.
A vítima, que se encontra em estado grave, sofreu fracturas no crânio, num maxilar, numa perna e num braço, resultantes das agressões desferidas com um pau, por um cabo-verdiano ajudado por outro indivíduo. O roubo terá sido o móbil do crime. A PSP de Portimão já identificou um dos agressores, cadastrado por roubo e desacatos.
O homem agredido, com cerca de 40 anos, estava na companhia de um outro. Ambos foram surpreendidos pelos assaltantes, cerca das 02h00, num terreno da Cruz Vermelha, junto aos 3 Castelos, utilizado como parque de estacionamento. O estrangeiro terá resistido ao roubo, pelo que foi agredido. Ao fim da tarde, continuava inconsciente e era desconhecida a sua identidade.
David Sousa, morador na zona, revelou ao CM que viu um homem, presumivelmente inglês, deitado no chão “inconsciente e muito maltratado e outro ainda com feridas na cara”. A testemunha garante que terá sido a vítima menos ferida a revelar o sucedido, permitindo à PSP identificar o agressor.
ZONA MUITO PERIGOSA
Paula Mariano, moradora numa habitação situada junto ao estacionamento dos 3 Castelos, onde na madrugada de ontem se deram os incidentes, revelou ao CM que todos os dias ocorrem práticas ilícitas no local, o que provoca forte insegurança entre a população. “Não me espanta que tenha havido incidentes, pois isso é o que se passa aqui quase todas as noites”, revelou. De acordo com a mesma moradora, durante o dia, e atendendo ao facto de o estacionamento ser explorado pela Cruz Vermelha, com um guarda numa rulote, o ambiente é calmo, mas a partir das 18h00 o parque fecha e fica “entregue aos marginais”.
“Rara é a semana em que não há um roubo por esticão e outro tipo de violência, com confrontos entre indivíduos que se pegam por causa de discussões com mulheres”, afirma Paula Mariano, que diz estar “cansada da insegurança” gerada no local. “Chamo constantemente a PSP, mas é raro quando vêm a tempo. Normalmente, só aparecem polícias depois dos incidentes se terem dado”, afirma Paula Mariano.
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