Estripador não está no sistema
A impressão palmar de José Guedes foi inserida no programa AFIS da PJ – sistema que compara os pontos das impressões digitais com todos os que já existem nessa base de dados – e não houve correspondência. Assim, aumentam os indícios de que o operário de construção civil nunca cometeu algum crime investigado pela Judiciária, onde o autor tenha deixado vestígios. <br/><br/>
Entre outras, está inserida naquele sistema a impressão palmar do ‘estripador’ – deixada num pacote de leite junto ao corpo da última vítima – e não houve correspondência com a impressão de José Guedes.
Apesar de o processo do ‘estripador de Lisboa’ já estar fechado, esta comparação serviu para reforçar a convicção em vários sectores da PJ de que Guedes – que continua preso preventivamente por suspeitas de ter matado Filipa Ferreira, há 12 anos, em Aveiro – não foi o autor dos crimes que vitimaram prostitutas nos anos 90.
Não é liquido, no entanto, que possa ser pedido ao Laboratório de Polícia Científica o exame comparativo à impressão palmar. Está em causa a prescrição dos crimes, que não podem ser reabertos. Ainda assim, tal já aconteceu no caso Casa Pia – o processo tinha como base diversos crimes já prescritos, mas que serviram para criar certezas aos juízes.
Os três crimes cometidos em 1992 e 1993 acabaram por prescrever 15 anos depois. O autor dos homicídios, que vitimaram três mulheres, nunca foi encontrado. José Guedes confessou ter matado as prostitutas a um jornal, mas negou tudo ao juiz de instrução de Aveiro.
No Tribunal da Relação do Porto decorre ainda o recurso interposto pela defesa do operário de construção civil, que contesta a prisão preventiva daquele. A PJ investiga a ligação de Guedes a Aveiro, onde Filipa Ferreira foi assassinada.
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