Estudante foi queimada viva

Ana Sofia – a estudante universitária de 21 anos assassinada há um ano pelo ex-namorado em Telheiras, Lisboa – foi queimada viva, revelou ontem em Tribunal Isabel Pinto Ribeiro, do Instituto de Medicina Legal de Lisboa, que autopsiou o cadáver da jovem estudante.

04 de outubro de 2006 às 00:00
Estudante foi queimada viva Foto: Manuel Moreira
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“Em redor das queimaduras havia uma bolha que só se forma quando existem sinais vitais”, disse a testemunha, que adiantou que as lesões cerebrais da vítima podiam ter-lhe provocado, por si só, a morte – no caso de não existir asfixia.

Ana Sofia foi morta em casa do ex-namorado, André. C., um estudante de Psicologia de 25 anos. O arguido alega que a morte resultou de práticas sexuais sadomasoquistas e que Ana se excitava por asfixia. “Ela pediu-me para apertar mais, quando percebi estava morta”, disse na 1.ª sessão do julgamento.

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A autópsia revela que Ana foi brutalmente espancada na zona da cabeça e do pescoço e que, depois, foi regada com álcool e queimada. André, segundo a acusação, tentou ocultar o cadáver num caixote do lixo camarário, mas acabou por telefonar à irmã a pedir ajuda.

“Desloquei-me à casa dele sem saber o que se passava. Quando entrei, vi o cadáver e perguntei-lhe o que tinha feito. Ele respondeu que Ana se tinha suicidado e que ninguém iria acreditar nele”, disse Catarina C. em Tribunal. A irmã do arguido diz que o irmão chegou a confidenciar-lhe que “Ana gostava de apanhar” durante as relações sexuais.

Ao juiz, Catarina descreveu o irmão como impulsivo, instável emocionalmente, mas incapaz de fazer mal a alguém. “Ele tinha certos comportamentos por causa da droga”, disse.

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Rosa, a namorada do arguido, disse que sabia do relacionamento que o namorado mantinha com Ana e que chegou a telefonar-lhe.

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