Estudantes do Seixal perdem lugar na escola
Pais quiseram transferir filhos para escola mais próxima de casa mas ficaram sem vaga.
A menos de dois meses do início do novo ano letivo, 40 alunos do Agrupamento de Escolas Augusto Louro, no Seixal, estão sem colocação depois de terem perdido a vaga na escola de origem por terem tentado transferir os filhos para outro estabelecimento.
Os pais acusam a direção da Escola Básica Augusto Louro, na Arrentela, de faltar com a palavra.
"Garantiram-nos que se os meninos não fossem admitidos na nova escola, a Secundária José Afonso, não perderiam a vaga na escola de origem. Quarenta alunos não foram admitidos e estão agora sem escola", diz ao CM Ana Ferreira, encarregada de educação.
"Se soubéssemos que os lugares dos nossos filhos ficariam em risco não os tentaríamos transferir", explica.
José Pedro é pai de Miguel António, de 12 anos, que transitou para o 7º ano. Pretendia que o filho finalmente frequentasse a escola que fica "colada" à casa da família mas, apesar da proximidade, a admissão do aluno na Secundária José Afonso foi recusada.
Os pais garantem ter entregue o comprovativo de morada, uma fatura de eletricidade. "Fizemos tudo como manda a lei mas estamos sem colocação", acusa José Pedro.
A Escola Secundária José Afonso explica que os alunos recusados "não moram na área de influência tida como prioritária ou não entregaram comprovativo de morada".
Ao CM, o Ministério da Educação esclarece que, para o próximo ano letivo, a secundária José Afonso formou apenas quatro turmas de 7º ano e que os alunos não admitidos têm vaga na Escola Secundária Alfredo dos Reis Silveira, igualmente na freguesia da Arrentela.
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