Ex-adjunto da ministra da Justiça era membro de 13 grupos de abuso sexual de menores na plataforma Signal

Paulo Abreu dos Santos está preso. PJ suspeita que também usava computador do ministério para os crimes.

28 de abril de 2026 às 01:30
Paulo Abreu dos Santos está em prisão preventiva Foto: Direitos Reservados
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Paulo Abreu dos Santos, o ex-adjunto da ministra da Justiça Catarina Sarmento (PS), que está em prisão preventiva desde dezembro, era membro de 13 grupos de abuso sexual de menores na plataforma Signal. Segundo informação avançada pelo Expresso, a PJ suspeita que o advogado, de 38 anos, que está indiciado por 576 crimes de pornografia de menores e dois de abuso sexual de criança, já se dedicava a este tipo de práticas em 2023, quando já desempenhava funções ministeriais. Não só filmava e partilhava ficheiros de cariz pornográfico envolvendo menores de idade como uma das pistas estaria mesmo no computador profissional utilizado pelo advogado no seu gabinete no Ministério da Justiça. Avança o semanário que terá sido o endereço IP do ministério que conduziu as autoridades até Paulo Abreu dos Santos.

O jurista, recorde-se, já se declarou arrependido e envergonhado pelo facto de ter guardado perto de 600 ficheiros contendo imagens de abuso sexual de menores. Em buscas realizadas na sua casa, na Margem Sul, foram apreendidos aparelhos - computadores e telemóveis - com conteúdos compatíveis com a prática de crimes sexuais contra crianças.

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Na semana passada, o Tribunal da Relação de Lisboa negou-lhe a pretensão de cumprir a medida de coação em casa, com pulseira eletrónica.

A investigação nasceu de um alerta da polícia norte-americana que, em 2024, alertou a PJ sobre a existência de portadores de números de telemóvel portugueses em grupos de partilha de conteúdos de abuso e exploração sexual de crianças nas plataformas Signal, Viber e Telegram. Um deles seria Paulo Abreu dos Santos.

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