Ex-autarca alega demência para faltar a tribunal
Ferreira Torres justificou com atestado por anomalia psíquica.
Avelino Ferreira Torres, o polémico ex-presidente da Câmara de Marco de Canaveses, acusado por burla tentada e falsificação de documentos, faltou esta terça-feira à primeira sessão de julgamento e a ausência foi justificada por doença grave.
O Tribunal de São João Novo, no Porto, pediu ao Instituto de Medicina Legal (IML) que avalie a eventual inimputabilidade do arguido de 73 anos.
Perante o coletivo de juízes, o advogado de defesa fez saber que o arguido se encontra hospitalizado devido a uma infeção grave nos pulmões. Além desse problema, dois atestados comprovam que o arguido sofre de uma anomalia psíquica e que necessita da ajuda de terceiros para todas as atividades do dia a dia.
A nova data de início do julgamento apenas será divulgada quando for conhecida a perícia do IML, que pode determinar o arguido como inimputável.
O processo centra-se numa carta de 2012, alegadamente forjada pelo ex-autarca, em que fez constar que um empresário tinha para com ele uma dívida de mais de um milhão de euros. Segundo o processo, Ferreira Torres e o filho elaboraram um documento em que a vítima se comprometia a pagar a dívida.
A carta foi assinada - tal como se tivesse sido o ofendido a fazê-lo - e reconhecida por um advogado, que fez constar que lhe fora exibido o cartão de cidadão do alegado devedor, o que não sucedera.
O ex-autarca e o filho estão acusados de burla qualificada tentada e falsificação de documentos e o advogado Armando Teixeira pelo crime de falsificação de documentos.
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