Ex-autarca condenado a pena de prisão suspensa por prevaricação
José Morgado autorizou uma ‘puxada’ de energia elétrica do estádio de futebol para alimentar duas obras privadas.
O Tribunal de Viseu condenou esta terça-feira, 10 de fevereiro, o antigo presidente da câmara de Vila Nova de Paiva a dois anos e oito meses de prisão, suspensa por igual período, pelo crime de prevaricação de titular de cargo político.
O caso remonta a 2018 quando José Morgado autorizou uma ‘puxada’ de energia elétrica do estádio de futebol para alimentar duas obras privadas.
Em Tribunal, o ex-autarca explicou que o fez para acudir um munícipe e que se tratava de uma situação urgente. Mas o coletivo de juízes não deu credibilidade às declarações que foram contrariadas pela prova documental.
A ligação só foi desmontada em junho de 2020, após ser criado um ramal aéreo de ligação das moradias à rede.
O Tribunal de Viseu deu como provados todos os factos descritos na acusação do Ministério Público.
Condenados foram também os outros dois arguidos. Artur Morais, empresário que beneficiou de todo o esquema, a uma pena suspensa de três anos e meio de prisão, o mesmo aplicado à então vice-presidente da câmara, Delfina Gomes.
Delfina licenciou as obras que não cumpriam as normas urbanísticas e estavam cheias irregularidades e, também por isso, foi ainda condenada na pena acessória de proibição do exercício de função pública nos próximos cinco anos.
Na leitura do acórdão, a presidente do coletivo lembrou que casos como este geram desconfiança na classe política e lamentou que nenhum dos arguidos tenha mostrado “arrependimento sincero”.
Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?
Envie para geral@cmjornal.pt