Ex-bombeiro pode ter sido morto com uma picareta na obra onde trabalhava em Silves
Investigadores da Polícia Judiciária estão a tentar apurar se Luís Ventura teve alguma discussão com alguém junto à casa que iria começar a demolir ou noutro local.
Luís Ventura foi visto pela última vez com vida na segunda-feira. Ao final do dia o patrão foi à obra no centro histórico em Silves onde deveria ter começado a demolição de uma casa devoluta, mas não o encontrou. Segundo o CM apurou, a máquina que Luís iria trabalhar estava parada junto à obra com a porta aberta. O patrão tentou ligar-lhe mas já não atendeu o telemóvel. A Polícia Judiciária (PJ) acredita que nessa altura Luís já estaria morto. Mas o corpo só viria a ser encontrado no dia seguinte pela patrão dentro da obra.
“Fui ver debaixo de uma figueira mas nada. Depois subi o monte de terra e vi-o deitado de bruços na cova", recordou ao CM Eduardo Santos.
Devido à perfuração profunda que tinha crânio, as autoridades suspeitam que possa ter sido atingido na cabeça com uma picareta ou um martelo com uma ponta afiada. Essa ferramenta ainda não terá sido encontrada pelos investigadores.
Luís foi bombeiro durante vários anos, mas abandonou e começou a trabalhar na área da construção civil. Segundo foi possível apurar cumpriu uma pena de prisão de sete meses devido a crimes rodoviários e falta de pagamento de multas e tinha saído da cadeia antes do Natal do ano passado. O patrão voltou a fazer-lhe um contrato de trabalho e garantiu "queria estabilizar a vida".
O patrão de Luís já foi ouvido pela Polícia Judiciária, assim como outras pessoas próximas. Os investigadores da PJ estão a tentar apurar se o antigo bombeiro teve alguma discussão com alguém junto à obra ou noutro local.
Tinha dois filhos e o CM sabe que lutava pela guarda da filha mais velha.
O resultado da autópsia ainda não é conhecido.
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