Ex-capitão da GNR de Fafe acusado de tráfico de droga fica em silêncio no julgamento
GNR e mulher conseguiram lucrar mais de 1,2 milhões de euros.
O ex-capitão da GNR de Fafe, acusado de tráfico de droga, ficou em silêncio esta quarta feira no início de julgamento que decorreu no Tribunal de São João Novo, no Porto. Também a mulher e o irmão, cúmplices dos crimes, não quiseram prestar esclarecimentos sobre a droga que chegava em contentores ao Porto de Leixões, em Matosinhos. O casal com o crime conseguiu lucrar mais de 1,2 milhões de euros. Já o irmão 150 mil euros.
Foi em agosto do ano passado que os três foram apanhados pela Polícia Judiciária após ter chegado mais uma carga ao Porto de Leixões, com mais de 1,3 toneladas de cocaína que estava escondida em peles de animais. Apesar de o ex-capitão da GNR não ter falado em tribunal a juíza leu as declarações que deu em interrogatório judicial. Nessa altura Ricardo Portal, assumiu os crimes e disse que era a terceira vez que retirava a droga que chegava a Portugal pelo mar e depois a transportava para um armazém localizado em Fafe. Explicou também que a mulher e o irmão não sabiam de nada.
Foram ouvidos inspetores da Polícia Judiciária que estiveram na investigação. Explicaram que foram alertados para o facto de estarem três contentores no Porto de Leixões suspeitos, isto a 29 de junho do ano passado, e que ao revistá-los encontraram cocaína escondida no meio das peles dos animais. Explicaram ainda que deixaram pacotes de droga e que o objetivo era chegar até aos suspeitos. Foi em agosto, depois do GNR conseguir dinheiro para levantar os contentores - que totalizavam 23 mil euros - que ele e o irmão acabaram ser apanhados quando levavam o material para Fafe. As mensagens dos três arguidos, apesar de terem sido apagadas e enviadas através da aplicação “Signal”, algumas delas foram recuperadas e ajudaram as autoridades a perceberem o esquema do grupo criminoso.
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