EX-COMBATENTES AJUDAM ESCOLAS
Uma expedição humanitária que não conta com qualquer apoio de entidades oficiais parte hoje de Lagoa para a Guiné-Bissau, com quatro jipes (nos quais viajarão doze pessoas) a transportarem diverso material destinados a escolas do interior daquele país africano de expressão portuguesa.
Um empresário de Lagoa, António Camilo, de 58 anos, e um bancário reformado do Porto, Francisco Halem, de 55 anos, são os responsáveis pela iniciativa, tendo já no ano passado percorrido os cerca de 13 mil quilómetros que ligam Portugal à Guiné-Bissau, então numa única viatura, levando livros destinados a diversos graus de ensino.
A iniciativa alcançou um sucesso que surpreendeu os dois amigos e alarga-se este ano. "Em 2003 levamos apenas livros; agora transportaremos todo o restantes material destinado ao normal funcionamento de uma escola. Grande parte dos estabelecimentos de ensino da Guiné-Bissau têm apenas um quadro, nada mais", refere António Camilo.
O empresário lagoense conheceu Francisco Halem precisamente em Bissau. "Estivemos na Guiné como militares e a paixão por aquela terra vem daí... Já por lá estive diversas vezes, utilizando sempre o avião, e no ano passado decidimos ir por terra, aproveitando para conhecer um pouco de África e para ajudar as crianças."
Na bagagem seguem cerca de 50 mapas da Guiné - "infelizmente não vi um único nas escolas..." -, algumas enciclopédias e ainda cadernos, lápis, esferográficas, apara lápis e borrachas, para além de outros objectos, como sapatos de criança. "Temos recebido diversas ofertas e , neste momento, já estamos a ser confrontados com gritantes limitações de espaço, nas viaturas", a refere António Camilo.
As escolas do interior são as privilegiadas. "Em Bissau a situação é difícil, mas as insuficiências aumentam à medida que nos afastamos da capital e daí essa prioridade."
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