Ex-militante do PS detida por pertencer ao grupo 1143
Vanda Loureiro fez parte do PS Barreiro. Desvinculou-se dos socialistas em 2024 e radicalizou-se.
A ex-militante do PS Vanda Loureiro é uma das detidas na 'Operação Irmandade' da PJ, que deteve 37 membros do Grupo 1143, liderado pelo neonazi Mário Machado.
Vanda Rute Silva Loureiro chegou a ter assento na comissão política do PS no Barreiro, estrutura com poder de decisão nas listas autárquicas.
A ligação à organização de extrema-direita já era conhecida, desde junho do ano passado, na sequência de um artigo do jornal 'Diário do Distrito', de Setúbal. Na altura, o PS esclareceu, em comunicado, que Vanda Loureiro tinha deixado de ser militante do partido "em 16 de outubro de 2024", nunca tendo exercido "qualquer cargo autárquico ou executivo em nome do Partido Socialista". A mesma nota acrescentou que, "até à data da sua desvinculação, nunca foram conhecidos pela estrutura concelhia do PS Barreiro indícios, sinais públicos ou comportamentos associados ao extremismo ou a ideologias contrárias aos valores do Partido Socialista".
A militante teria sido convidada a integrar as listas da comissão política do PS Barreiro pelo deputado André Pinotes Batista, de quem seria próxima. Vanda Loureiro ter-se-á radicalizado ao longo dos últimos anos - passou para o partido Ergue-te, figurando como número 12 da lista daquele partido de extrema-direita, entretanto extinto, à Câmara do Barreiro, nas legislativas de 2025. A sua presença em eventos do Grupo 1143 era habitual.
Recorde-se que a PJ lançou, esta terça-feira, uma megaoperação de combate a crimes de ódio cometidos contra imigrantes. Além dos 37 detidos, o processo tem ainda mais 15 arguidos.
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