Ex-namorada de Sócrates confirmou ter recebido envelopes com dinheiro
Antiga namorada disse que recebeu maços de 300 a 400 euros entregues pelo motorista do ex-primeiro-ministro. Atual companheira de Sócrates recusou responder aos juízes.
Célia Tavares, que teve uma relação com José Sócrates entre 2011 e 2014, confirmou, esta quinta-feira, em tribunal, no julgamento do processo Operação Marquês, ter recebido envelopes com dinheiro, entregues pelo motorista do ex-primeiro ministro, João Perna, que também é arguido no processo. Aos juízes, Célia Tavares disse que recebeu por diversas vezes à porta de sua casa envelopes com valores entre 300 e 400 euros, e cerca de 2 mil euros por transferência bancária. O dinheiro seria para pagar despesas pessoais relacionadas com a casa e a faculdade. Célia Tavares disse ainda que fez 17 viagens a Paris, França, tendo conhecido duas casas de José Sócrates.
Já Lígia Correia, companheira de José Sócrates, recusou responder ao coletivo de juízes, justificando com a relação que mantém com o ex-primeiro-ministro socialista. Lígia Correia disse ao coletivo de juízes, presidido por Susana Seca, que não precisava de advogado e explicou que tem uma relação com José Sócrates desde 2011, com interrupções, e que vivem juntos desde 2014. Quando começou a ser questionada sobre factos concretos, Lígia Correia recusou responder, devido à relação que tem com o ex-primeiro-ministro. A sessão foi interrompida, e quando o coletivo de juízes regressou, Lígia Correia afirmou que tinha mudado de ideias e que afinal pretendia consultar um advogado. O tribunal decidiu adiar o depoimento da companheira de José Sócrates para 30 de junho. José Sócrates, ex-primeiro-ministro do PS, é um dos 21 arguidos no processo.
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