Ex-PS acusado de terror contra a ‘Marcha pela Vida’

Nelson Vassalo, professor universitário, vai responder por 10 crimes. Após a primeira detenção, procurou chegar a comentadores para espalhar uma falsa versão dos acontecimentos.

17 de outubro de 2026 às 01:30
Nelson Vassalo Foto: Direitos Reservados
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O Ministério Público não tem dúvidas: a 21 de março de 2026, Nelson Vassalo arremessou um cocktail molotov na direção da ‘Marcha pela Vida’, agindo “unicamente pela convicção político-ideológica de extrema-esquerda, visando a luta política armada através do uso do fogo”.

A acusação do Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP) imputa ao professor universitário e ex-militante do PS 10 crimes de infrações terroristas, todos em concurso com homicídio na forma tentada, incêndio e explosão e detenção de arma proibida.

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De acordo com o despacho da procuradora Cláudia Porto, o arguido estava consciente do perigo que o arremesso do cocktail molotov causaria contra uma manifestação, na qual estavam adultos e crianças.

Para reforçar a tese da premeditação do ataque, a investigação passou a pente fino todas as comunicações de Nelson Vassalo, recolhendo indícios do planeamento e da preparação do ataque. Já após os acontecimentos, Nelson Vassalo e um amigo, Nuno Lopes, procuraram transmitir uma versão dos factos que atenuasse o sucedido. O alvo do ataque seria, como ambos conversaram, a escadaria da Assembleia da República e não a ‘Marcha pela Vida’. Para isso, ambos falaram da possibilidade de esta versão chegar a comentadores de televisão. “Tinha que ser um Pedro Marques Lopes desta vida, que não esteja ligado à esquerda”, referiu Nuno Lopes.

SAIBA MAIS

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Investigação DCIAP e UNCT

Depois de detido e libertado, Nelson Vassalo foi investigado pela Unidade Nacional Contraterrorismo da Polícia Judiciária (UNCT). O processo passou para a alçada do Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP).

Defesa Sá Fernandes 

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Ricardo Sá Fernandes representa Nelson Vassalo. O advogado já apresentou um recurso, procurando retirar a motivação terrorista do processo. Porém, em setembro, o Tribunal da Relação de Lisboa confirmou as suspeitas do MP.

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