Ex-vice de Mesquita acusa PS de o ‘tramar’
Vítor Sousa negou esta quarta-feira em tribunal ter recebido ‘luvas’ na compra de autocarros.
O ex-vice presidente da Câmara de Braga, Vítor Sousa, negou esta quarta-feira, em tribunal, ter recebido "comissões" pela compra de autocarros à MAN.
O antigo homem de confiança de Mesquita Machado, que está a ser julgado num processo em que é acusado de corrupção passiva e administração danosa, diz que foi vítima da próprio partido - o PS - que em 2012 se juntou a Abílio Meneses da Costa, antigo concessionário da MAN Braga, numa denúncia anónima que serviu para prejudicar a sua candidatura à Câmara de Braga.
"Nunca recebi nada, nem do senhor Abílio, nem de ninguém", vincou o antigo presidente do Conselho de Administração dos Transportes Urbanos de Braga (TUB), lembrando que "a primeira vez que se ouviu falar nisto foi através de uma denúncia anónima amplamente divulgada por estruturas políticas, às quais eu pertencia, com o objetivo de prejudicar a minha candidatura".
"Juntou-se a fome à vontade de comer", atirou Vítor Sousa, que acusou o empresário de o denunciar para "camuflar a falência fraudulenta e danosa" das suas empresas.
Vítor Sousa é um dos cinco arguidos deste processo de alegado favorecimento à MAN Portugal, nos concursos para fornecimento de autocarros aos TUB. A acusação defende que o antigo presidente dos TUB, recebeu "luvas" de 226 mil euros.
No banco dos réus estão ainda Cândida Serapicos, ex-vogal dos TUB, e Luís Vale, funcionário dos TUB, a MAN Portugal e um responsável da empresa.
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